PF Investiga Verbas de Banqueiro para Eduardo Bolsonaro nos EUA
Apuração da Polícia Federal foca em uso de dinheiro de Daniel Vorcaro, com suspeitas de desvio via suposto financiamento de filme.
A Polícia Federal (PF) está investigando se recursos financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram utilizados para custear despesas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A linha de apuração principal busca esclarecer se o montante, inicialmente justificado como investimento na produção de um filme, foi de fato aplicado no projeto audiovisual, desviado de sua finalidade ou se acabou por bancar a estadia de Eduardo Bolsonaro em solo americano. Nos bastidores da investigação, pairam dúvidas também sobre o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas negociações desses valores.
A Investigação da PF
Investigadores concentram-se em três pontos cruciais: verificar a real aplicação dos recursos no projeto audiovisual, identificar um possível desvio de finalidade, ou confirmar o uso do dinheiro para cobrir despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A complexidade do caso também levanta questionamentos sobre a participação de Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, nas tratativas com Vorcaro e o destino final dos recursos. Para a PF, elucidar o fluxo desse dinheiro é essencial para compreender o verdadeiro alcance político e financeiro das conexões em torno de Daniel Vorcaro, cuja rede de influência já teria envolvido até mesmo aliados dentro da própria Polícia Federal, segundo reportagens.
O Envolvimento com o “Filme Dark Horse”
A conexão com o filme “Dark Horse”, uma produção internacional que retrata a história de Jair Bolsonaro e tem previsão de estreia no Brasil para setembro, ganhou destaque após o site “The Intercept” publicar mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nas conversas, o senador cobraria verbas prometidas para o financiamento da obra. No entanto, o deputado federal Mário Frias, produtor executivo do filme, e a produtora GOUP Entertainment emitiram notas negando ter recebido qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia. A controvérsia se aprofunda com a declaração do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que, em vídeo publicado no Instagram, sugeriu que “o filme era um código quando Flávio Bolsonaro falava com ele [Daniel Vorcaro]. O verdadeiro filme era livrar a cara de Jair Bolsonaro fazendo uma campanha contra o Brasil.”